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Mulheres salvadorenhas estão sendo forçadas a adotarem crianças

Uma mulher estava sentada tranquilamente na sala de sua casa quando de repente alguém bateu  à sua porta. Ao abrir, encontrou algo inesperado. Um jovem membro de gangue tinha um bebê em seus braços e, após entregar a ela, lhe deu um telefone para que falasse com uma pessoa no outro lado da linha. Depois de atender ao chamado, sua vida mudou para sempre. 

Damary teve uma filha de um momento para outro. Na ligação, um presidiário a encarregou de cuidar da recém-nascida como se fosse sua e ficar atenta a todas as suas necessidades, para que nada acontecesse com ela, já que estaria sendo observada. Com o tempo, a mulher começou a sentir o mesmo amor por suas duas filhas, sem distinções. A única diferença entre ambas é que a menor não tem documentos, ela não sabe quando é sua data de nascimento e nem quem é sua mãe biológica. 

Histórias similares a essa se repetem constantemente na vida diária de muitas mulheres de El Salvador. No momento, a justiça não tem provas que permitam determinar que a prática de “plantar” crianças em mulheres civis seja exclusivamente feita por membros da facção revolucionária Barrio 18. No entanto, a revista local Factum conseguiu comprovar que esse fenômeno existe em toda a comunidade. 

No país, as únicas que se preocuparam em conhecer e ajudar as mães substitutas e seus filhos são diferentes ONGs que trabalham com fundos da cooperação internacional. Para as mulheres, é muito difícil receber essa tarefa, inclusive arcar com seus gastos. E ainda lidar com a pressão de que alguém pode bater à porta novamente. 


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Fonte: BBC