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Missão Dinda: 5 atitudes essenciais de uma madrinha

Por Carol Maglio*

Ano passado, eu recebi uma das missões mais emocionantes da minha vida: ser madrinha de uma menina linda chamada Lívia, filha de uma das minhas amigas mais queridas. E ser uma 'dinda' é um aprendizado diário. Afinal, entra na nossa vida uma pessoinha que nem sempre tem o nosso sangue, mas passa a ser 'gestada' em nosso coração. Ser madrinha é ser alguém que recebe dos pais a confiança de representar para aquela criança algo mais que um simples parente.

Vejo muitos casos em que padrinhos são escolhidos por alguma 'dívida social' ou por obrigação, mas quanto mais eu entendo esse papel, mais acredito que os pais devem escolher alguém que divida dos seus mesmos valores e princípios. Alguém que tenha a liberdade de interferir na vida da criança. Pense bem no significado da palavra 'afilhado'... afiliar, tomar como filho. Tem que ser alguém que possa dedicar esse tipo de amor e cuidado.

Eu não tive padrinhos presentes na minha vida - e isso me fez muita falta! Ainda mais quando penso no que quero representar para a minha afilhada.

Então, a primeira atitude essencial de ser madrinha é...
 

1. Viver o compromisso

Não se deve aceitar levianamente o convite para ser madrinha. Só aceite se estiver disposta a fazer parte da vida da criança PARA SEMPRE. Madrinha não serve apenas para dar presentes - é uma pessoa que vai estar envolvida na vida da criança em todas as esferas e apoiando e aconselhando os pais.

2. Ser / estar presente

Se não é possível conviver no dia-a-dia da criança, é preciso estar presente nos momentos importantes. Eu faço questão não apenas dos aniversários e Natal, mas também da primeira apresentação de dança na escola, da festa junina, do primeiro dia na natação. Também é fundamental estar disponível para ajudar os pais, por exemplo, a cuidar do baixinho no dia em que a creche está fechada.

3. Não mimar

A madrinha deve ter sintonia total com os pais e respeitar os limites que eles impõem. A criança pode e deve entender que tem nessa figura um ponto de apoio, mas dentro desses parâmetros.

4. Criar momentos

Os vínculos muitas vezes se formam nos pequenos detalhes. Por exemplo, levar para tomar um sorvete depois da escola, tirar uma tarde para ir juntas no salão de beleza, levar ao cinema... Assim que minha afilhada estiver maiorzinha, quero ter com ela o nosso Dia da Madrinha, onde vamos curtir juntas os programas que mais gostamos.

5. Ter vínculo com os irmãos

A minha irmã teve uma madrinha muito mais presente do que a minha na infância, mas ela nem ligava para mim. Só de formular essa frase, já me deu uma sensação ruim. E eu não quero jamais que o irmão da minha afilhada sinta isso. Crianças não devem se sentir excluídas! Ame os irmãos como você ama seus afilhados.

Esse é só o pacote bem básico. Ser madrinha é estar entregue de corpo e alma para os afilhados. Tendo isso em mente, a missão flui muito naturalmente. Assim, você se emociona como eles diante até das menores conquistas - eu chorei quando vi a Lívia andando pela primeira vez. E quando eu a vi dar a primeira gargalhada? Ave Maria, o coração quase não aguentou! Nem vou dizer como me derreti quando ouvi ela dizer meu nome...

Como madrinha, eu tenho vontade de estar perto dela nos melhores e piores momentos e conhecer tudo do mundinho dela. É um amor tão grande que parece que nem cabe no coração, mas cabe em todo abraço apertado que eu dou quando nos encontramos.


Carol MaglioCarol Maglio é a blogueira conhecida como Pãozim De Queijo, além de produtora audiovisual, apresentadora de TV, modelo plus size e especialista em mídias sociais.
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