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Cega e surda, ela aprendeu a sentir o ritmo da música e agora é instrutora de dança

Tudo começou quando, pela primeira vez na sua vida, Kerry Thompson foi chamada pr um amigo para dançar. A surdez e a cegueira não foram obstáculo para que ela percebesse os ritmos, as vibrações e soltasse seu corpo de acordo com a informação sensorial que recebia.

Naquele dia, há 13 anos, nascia sua nova paixão. 

Kerry passou a frequentar aulas de música, a internalizar o ritmo e a até a fazer passos coletivos junto a vários outros casais. 

Depois de dominar os passos, ela se impôs um desafio e tanto: queria virar instrutora de dança. E assim foi se especializando nos ritmos e desenvolvendo técnicas para torná-los mais acessíveis a quem também tem deficiência. 

Hoje Kerry é sócia-fundadora da Silent Rhythms, uma organização que paga intérpretes de sinais para acompanhar pessoas com deficiência em aulas de dança e outras atividades culturais. 

Ela, que cresceu em uma comunidade ribeirinha nos arredores de Nova Orleans, sentiu desde cedo o peso da discriminação e da exclusão. Kerry tem Síndrome de Usher, uma condição que causa surdez e, aos poucos, vai deteriorando a visão. 

Desde cedo, foi ensinada pelos pais a nunca se sentir inferior. Sempre gostou de dançar, imitar os passos que via na TV e criar movimentos na garagem de casa.  E sempre persistiu: tanto que, antes de se tornar instrutora de dança, Kerry estudou em Londres, graduou-se em psicologia pela Louisiana State University e, na sequência, fez mestrado em desenvolvimento humano na Harvard! 

“Espero que minha história inspire outras pessoas com deficiência a encarar desafios, pensar fora da caixa, tentar algo que eles jamais imaginavam serem capazes de fazer”, disse. 


Elas são capazes de enxergar o que ninguém mais vê. CRIANÇAS MÉDIUNS: sexta, 21h30


Fonte: Boston Globe | Foto: Silent Rhythms Dance/Facebook/Reprodução